segunda-feira, 12 de março de 2007

Comentário sobre a criação do blogger

Aqui registro as minhas primeiras impressões sobre a criação do blogger para a disciplina de Computação na Educação. Quanto a criação não encontrei maiores dificuldades já que contei com o apoio da minha colega de disciplina Giane, mas vale ressaltar que o meu computador ofereceu uma enorme dificuldade já que não conceguia acessar o meu e-mail do Terra, então resolvi o problema criando um novo e-mail no hotmail.com. É isso ... Ufa!!! É difícil quando não se domina esta ferramenta a contento.

2 comentários:

Sílvia disse...

17/03/07 Teste

Sílvia disse...

A Revolução do Texto Eletrônico

O texto acima citado trata de importantes questões relativas à criação, à leitura e ao uso dado aos textos eletrônicos disponíveis hoje no computador, via internet ou através de outros meios.

O texto se desenvolve a partir de diálogos entre estudiosos do assunto, tendo como mediador/entrevistado o autor, que se propõe a refletir sobre os questionamentos de seus “convidados” com relação à “Revolução do Texto Eletrônico”, ao mesmo tempo em que vai trazendo as suas próprias reflexões sobre o assunto, ampliando-as com outros autores que fazem parte de suas leituras e no que essas lhe impactam.

As discussões/reflexões iniciais partem da análise da origem da escrita e da leitura em si, as formas de criação e de uso correntes, bem como toda uma análise em torno “do que se lê”, ou “o que pode ser lido”, quando se está lendo. Não se trata de uma redundância, pois estes autores divergem quanto ao que pode ser lido, se somente textos, imagens ou qualquer outro elemento da realidade. Trata-se de uma certa convenção entre esses autores lidos, se restringir a leitura como sendo um mecanismo possível a partir de um código tido como consensual, ficando as imagens e as metáforas como formas de representação de uma cultura e não necessariamente possível de uma leitura una, já que há elementos nestas modalidades que possuem “vida” somente quando inseridos em certo contexto social/cultural.

A seguir foram levantados e analisados importantes pontos de vista com relação a escrita/leitura dos textos eletrônicos, e seria muito difícil para mim reproduzí-los a contento, já que os achei bastante difíceis para uma apropriação numa primeira leitura.

Uma importante reflexão me pareceu pensar a escrita/leitura a partir do público e do privado. Como seria isso? A escrita e publicação de livros passa por todo um sistema de normatização (sistema de estado em alguns países, editoras, revisores, divulgadores, etc.), se converte em algo pronto, inviolável. A escrita eletrônica possibilita acréscimos, mudanças, novos rumos ... O livro editado impõe seleção de assuntos abordados, uso ideológico de seus conteúdos para os seus leitores, escolha do público alvo, elegendo categorias e por conseguinte sendo também proposta muitas vezes por um valor inacessível para a maioria ... Enquanto que a escrita/leitura eletrôniva pode oferecer um acesso mais democrático, ainda que correndo o risco também de uma leitura ideológica, mas do ponto de vista de uma maior liberdade, já que todos os escritos/leituras estariam disponíveis, cabendo ao escritor/leitor a tarefa de uma constante crítica do material consultado.

Os autores colocam que o tempo e o uso dessas novas ferramentas ainda são bastante curtos em termos de história, para já se terem dados mais conclusivos, e apontam que a elaboração de pesquisas sérias e pertinentes ao assunto poderão apontar os rumos que o texto eletrônico está tomando e qual o impacto social/cultural que o mesmo irá promover.

Achei extremamente pertinente refletir sobre a elaboração e a leitura dos textos eletrônicos, sobretudo porque junto ao sistema educativo se convertem num importante instrumento de ajuda nos processos de ensino-aprendizagem.

O computador e as suas facilidades vieram para ficar não há dúvida, como não há dúvida sobre a enorme gama de possibilidades que abrem para a educação e para todos os diversos seguimentos da sociedade. O que me parece que seja uma tarefa intransferível da educação, seja a de provocar uma ampla reflexão crítica a cerca dessa ferrementa eletrônica, que possa levar em conta a fonte de onde partem as informações, a qualidade das informações disponibilizadas, a que/quem se destinam, e quais seriam os possíveis “usos” ideológicos a que poderiam estar se prestando.

Uma questão chave para mim refletir já parte do “simples” acesso, não tão simples assim se formos pensar e essa questão já provoca uma cisão: por um lado os alunos são apresentados por seus professsores à uma ferramenta educacional de ponta, extraordinária em seu uso e possibilidades e por outro, de um contingente de alunos que na sua maioria ao retornarem para casas muitos não terão nem o que comer ... Quanto mais acesso a um computador ou à internet ...

As escolas na sua maioria, sobretudo as públicas, pois é desta que estou preferencialmente buscando refletir aqui, já que queremos tratar da educação de todo um contingente de jovens cidadãos e não apenas de uma minoria que tem acesso pleno aos bens de consumo, e entre eles o computador, a internet, a banda larga, o pendrive, o mp3, o mp4 e agora o mp5, etc... etc ... Pois bem, as escolas públicas que serão o cenário para onde a maioria dos educadores se reportará mais tarde, até porque não existem instituições privadas com boas estruturas e salários para todos, possuem em sua maioria um laboratório de informática que mal acomada 30 (trinta) alunos por vez ... Como oportunizar o acesso ao uso do computador a todos os alunos da rede pública de ensino? O que fazer para que as escolas possam disponibilizar horários extra classe para os alunos que desejam o acesso à internet, se todos os professores estão desejosos de iniciar os seus alunos no “mundo eletrônico” e ocupam os ditos laboratórios quase que o tempo todo? Onde espaço para todos os que precisam? Onde equipamentos para todos os interessados? O uso indiscriminado e descontextualizado da informática na educação não estará contribuindo para a criação de mais um instrumento de reforço de uma ideologia dominante consumista/discriminatória que já é bastante forte? (A aquisição e o uso pleno do computador não está para todos os interessados).